domingo, 23 de março de 2014

OS ADVOGADOS E JESUS (parte I)


Este pensamento ou reflexão foi escrita no ano de 2012. não se trata de argumentos para julgar e tratar o fato acontecido em sí, mas, para pensar a respeito da condição humana, alguém disse: "Deus é bom, o diabo é mau e nós seres humanos, somos mais ou menos." e porque nós somos mais ou menos bons e maus, precisamos de parâmetros especiais para reger a nossa conduta e atitudes, e estes parâmetros estão na palavra de Deus que é a nossa regra de conduta e fé.
                       
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Nos últimos dias, temos ouvido em todos os meios de comunicação, a respeito do julgamento do casal que, num ato tresloucado teria assassinado uma criança de cinco anos de idade jogando-a pela janela do sexto andar do prédio onde moravam na cidade de São Paulo. Foi amplamente noticiado a luta entre os advogados de defesa e a promotoria, na tentativa de provar a inocência ou a culpabilidade dos mesmos, o que não vamos aqui argumentar nem mesmo conjecturar.
Tudo o que quero pensar e trazer à reflexão diz respeito à complexa atividade dos advogados de defesa. Estes advogados têm a difícil tarefa de defender pessoas que em muitos casos são verdadeiramente culpadas. Alguns alcançam seu objetivo, provando a “inocência” de culpados, outros não.
Reconhecendo a culpabilidade dos réus, não dos acima citados, mas dos réus de modo geral, vamos imaginar um advogado lutando com todas as “armas” legais e possíveis para defendê-los e então colocá-los em liberdade, foi o que fizeram os advogados contratados na tentativa de defender o casal acima descrito. Estes advogados juntamente com sua equipe, estudam exaustivamente o processo, analisando cada ponto com todo o cuidado possível, leem e releem os depoimentos de acusação procurando brechas que possibilitem uma contra argumentação, examinam em minúcias as provas colhidas, estudam laudos periciais à exaustão, tudo na tentativa de encontrar controvérsias, ou incompatibilidades, e isto são de fato tudo o que podem fazer, e o fazem muito bem, com total dedicação, merecendo parabéns mesmo não obtendo êxito.
Tendo estes advogados acima como ilustração, desejo pensar junto com você na condição humana diante de DEUS.
DEUS criou o ser humano, movido por amor, e para que este pudesse viver em perfeita comunhão com Ele, Deus; a Bíblia conta que este homem, criado à imagem e semelhança de Deus, em determinado ponto da história decidiu desobedecer a Deus, e viver de acordo com sua própria vontade e desejos, trazendo sobre si e sobre toda a raça humana a culpa da desobediência. Creio que o problema não estava no fruto em si, mas no principio que foi quebrado, a obediência e a dependência do DEUS soberano neste ponto da historia  deixou de ter importância para o homem. O homem desobedeceu.
A esta desobediência chamamos PECADO. O pecado ao entrar no mundo pela desobediência do homem, trouxe sobre toda a criação, a consequência mais dolorosa da existência humana; a MORTE. A Bíblia diz: “Todos pecaram e destituídos estão da gloria de Deus”, Romanos 3:23. E também diz: “O salário do pecado é a morte...” Romanos 6:23. Deste modo, pelo que podemos entender dos versículos acima, TODOS nós, por causa do “pecado original” fomos afastados da gloriosa presença de Deus, pois Deus é Deus Santo e não pode conviver com pecado, e que a morte é o pagamento dos nossos pecados, e no caso aqui não se trata de morte física, mas espiritual.
O homem, entretanto tem buscado desde aquele doloroso momento, a reconciliação com O Deus Criador, seja através de cultos e rituais religiosos, sacrifícios de animais (permitidos por Deus na época), através das religiões, das filosofias, dos conhecimentos, crendo que todos os caminhos levam a Deus.  Tudo isso não passa de uma analogia dos recursos utilizados pelos advogados na tentativa de localizar uma “brecha” e assim defender o seu “cliente”, sendo este “cliente” culpado. É importante lembrar que quando o réu não tem recursos financeiros para contratar um advogado, o ministério público deve nomear um advogado gratuito, para que o réu não fique sem o seu direito de defesa.
Deus não só nomeou “um” advogado, para tentar nos defender, usando “meios” legais e possíveis, mas, nomeou O Único advogado suficientemente capaz de, não somente nos defender, mas, e principalmente tomar o nosso lugar. Jesus Cristo é este advogado, e isto de graça e por graça, ou seja, favor imerecido, os advogados de modo geral, apenas tentam com grande luta e fervor defender seus clientes, porém, nenhum advogado em nenhum tempo se pôs no lugar do réu, assumindo plenamente suas culpas, (pelo menos, não que se tenha conhecimento). Quando Deus enviou Jesus ao mundo foi para que, de modo maravilhoso o ser humano pudesse ser absolvido de sua culpa, Jesus se fez culpado por nós, Jesus se pôs no meu e no seu lugar, recebendo em seu corpo a pena cabida a mim e a você.
No livro do profeta Isaías, datado de aproximadamente setecentos anos antes de Jesus Cristo, está escrito: “...verdadeiramente Ele tomou sobre si todas as nossas dores, o castigo que nos trás a paz estava sobre Ele...” (Is 53: 4-12). O ser humano pecou, Jesus não. Eu pequei, Jesus não. Você pecou, Jesus não. O ser humano deveria receber como sentença a morte, Jesus não. Eu deveria receber como sentença a morte, Jesus não. Você deveria receber como sentença a morte, Jesus não. Um dos versículos acima diz que, “o salário do pecado é a morte...” Romanos 6:23, mas graças a Deus em Cristo Jesus, que este versículo não tem um trágico ponto final, mas logo após a palavra “morte” vem uma vírgula, e o que vem após esta vírgula é algo tremendo, a esperança real que jamais o homem canheceu, após a vírgula podemos ver a expressão maior do amor de Deus por nós, “...mas o don (favor) gratuito de Deus é a vida eterna por meio de Cristo Jesus”. Romanos 6:23,  Jesus cumpriu em si mesmo a justiça de Deus, para que nós através D’Ele pudéssemos ser reconciliados com Deus.
JESUS CRISTO, É O advogado nomeado por Deus, não para defender, mas para se colocar no lugar do réu. Ao olhar para cruz vemos a justiça e o amor de Deus.